17/08/2010 - 13h25
PDG acelera união com Agre, pode lançar R$9 bi em 2011
SÃO PAULO (Reuters) - Após registrar lucro trimestral quase três
vezes maior em decorrência da aquisição da Agre e do forte ritmo de
vendas e lançamentos, a PDG Realty pode ocupar, definitivamente, a
liderança do setor.
Se mantidas
as atuais condições de mercado, a incorporadora se diz confortável para
realizar lançamentos da ordem de 9 bilhões de reais em 2011, volume
equivalente ao teto da meta traçada pela Cyrela para o ano que vem.
"O
consolidado da PDG pode chegar a 9 bilhões (de reais em 2011)... É
relativamente tranquilo se o mercado continuar bom, como está agora",
afirmou o diretor-presidente da PDG, José Antonio Grabowsky, em
teleconferência nesta terça-feira sobre os resultados trimestrais.
"A grande vantagem da plataforma formada é a flexibilidade para lançar de acordo com o que está vendendo bem."
Conforme
o vice-presidente financeiro da PDG, Michel Wurman, a incorporação da
Agre, anunciada no início de maio, caminhou mais rápido que o esperado.
Assim, os efeitos da nova empresa formada devem ser vistos a partir de
meados do trimestre corrente.
"Esperávamos
de quatro a seis trimestres para integrar (a Agre). Vai ser mais rápido
que esperado... Veremos o efeito completo no quarto trimestre e, no ano
que vem, as duas operações estarão no mesmo patamar", disse Wurman.
Segundo
o executivo, no atual trimestre, os lançamentos da companhia devem
ficar próximos de 2 bilhões de reais, alcançando cerca de 5 bilhões de
reais no ano.
"O terceiro
trimestre está indo muito bem, julho foi um mês bastante forte,
provavelmente vai ser o trimestre mais forte do ano", apontou Grabowsky,
acrescentando que a meta é chegar ao último trimestre do ano
"tranquilo, sem pressão por lançamentos".
Nos
seis meses até junho, a empresa cumpriu 41 por cento do centro da meta
de lançamentos para 2010 --que vai de 6,5 bilhões a 7,5 bilhões de
reais--, contabilizando 2,86 bilhões de reais em Valor Geral de Vendas
(VGV).
LUCRO SALTA 178% NO 2o TRI
A PDG teve lucro líquido ajustado de 220,3 milhões de reais no segundo trimestre, já considerando os números da Agre.
No mesmo período em 2009, o ganho da PDG foi de 79,2 milhões de reais, sem considerar a companhia adquirida.
A média das previsões de três analistas consultados pela Reuters apontava lucro de 187 milhões de reais para a PDG.
A
geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização) ficou em 371,5 milhões de reais nos três
meses até junho, com margem de 28 por cento. No segundo trimestre do ano
passado, o Ebitda da PDG foi de 167 milhões de reais e a margem, de
18,8 por cento.
Entre abril e
junho, a receita líquida da PDG somou 1,319 bilhão de reais, o que
significa uma alta de 49 por cento na relação anual.
A
companhia havia informado em julho que as vendas contratadas alcançaram
1,56 bilhão de reais no segundo trimestre, aumento de 53 por cento em
relação ao mesmo intervalo do ano passado. No acumulado do primeiro
semestre, as vendas contratadas foram de 2,9 bilhões de reais.
Segundo
Wurman, a integração das operações da Agre deve colaborar para um maior
nível de redução de despesas que, atualmente, está na casa de 10 por
cento sobre a receita.
BAIXA RENDA
A
PDG informou ainda que, no início de julho, assinou seu primeiro
contrato destinado a famílias com renda até três salários mínimos dentro
do programa "Minha Casa, Minha Vida".
O
projeto, que totaliza 2.620 unidades e 136 milhões de reais em valor de
vendas, será desenvolvido em Campinas (SP) e deve ser entregue até maio
de 2012.
"Não vai ser nosso foco
fazer grandes volumes de zero a três salários mínimos. Tem que ter
parceria relevante da prefeitura para entrar com obra de infraestrutura,
se não a conta não fecha", ponderou Grabowsky.
As ações da PDG avançavam 4,05 por cento, às 12h17, cotadas a 18,50 reais, enquanto o Ibovespa subia 1,29 por cento.
(Por Vivian Pereira)
04/05/2010 - 10h40
Construtora PDG anuncia compra de Agre ao mercado
Rio de Janeiro, 4 mai (EFE).- A construtora PDG Realty anunciou hoje ao mercado que chegou a um acordo para adquirir as ações da também construtora Agre, o que criará a maior empresa do setor imobiliário no Brasil.
Em comunicado, a PDG informou aos acionistas e ao mercado que incorporará as ações de Agre para transformá-la em uma subsidiária integral e que oferecerá aos sócios da empresa adquirida parte de novas ações que emitirá como forma de pagamento.
De acordo com o fato relevante divulgado, a PDG realizará uma emissão de 148,5 milhões de novas ações ordinárias e os atuais sócios da Agre terão direito a 0,495 partes de cada um desses novos papéis por cada ação ordinária que tenham na Agre.
A substituição de ações levou em conta que, enquanto o preço médio dos papéis da PDG nos últimos dez dias foi de R$ 15,48 por ação ordinária, o da Agre foi de R$ 7,66.
Isso significa que os sócios da Agre receberão cerca de R$ 1,138 bilhão em ações da PDG por seus papéis e passarão a possuir cerca de 23,9% das ações ordinárias da PDG.
"A Incorporação de Ações cria a maior empresa do setor imobiliário do país, e tem por objetivo unificar as bases acionárias e a gestão das Companhias, bem como propiciar ganhos de sinergia resultantes da unificação das atividades das Companhias", descreve a nota enviada à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Uma vez aprovado e concluído o negócio, a empresa resultante terá um volume de lançamentos ao ano de R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões.
O acordo foi aprovado pelos conselhos de administração de ambas as empresas, mas o negócio ainda depende da aprovação das assembleias de acionistas das duas construtoras e das autoridades reguladoras do Brasil.
Embora os sócios da Agre passarão a ser sócios também da PDG, a composição do conselho de administração e da direção desta última não será alterada.
Por InfoMoney, InfoMoney, Atulizado: 21/4/2010 10:00